sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Naufrágio pode reacender polêmica da construção de ponte sobre a Baía de Todos os Santos

A tragédia marítima que causou grande consternação para todos os baianos na manhã de ontem (24/8), pode reacender a polêmica da construção da ponte, prometida pelo governo do estado, que fará a ligação entre as cidades de Salvador e Vera Cruz.
Diariamente, milhares de pessoas necessitam fazer a tradicional travessia. São, principalmente, trabalhadores e estudantes, que moram na Ilha e exercem suas atividades na capital baiana, além daqueles que, normalmente, realizam o trajeto para ir a uma consulta médica ou comparecer a outros compromissos pessoais.
Porém, foi, justamente, em uma dessas viagens que várias vidas foram perdidas. Até o momento, oficialmente, 18 pessoas morreram durante o naufrágio da Cavalo Marinho 1. A embarcação é uma das lanchas vinculada à Asociação dos Transportes Marítimos da Bahia (Astramab) que ao lado do sistema ferry boat realiza, diariamente, a travessia entre Salvador e a Ilha de Vera Cruz.
As opções de transporte disponíveis, apesar de atenderem a um grande número de pessoas, são muitas vezes alvos de críticas, por conta da prestação deficitária dos serviços. Casos de falhas mecânicas e navegação à deriva atingem, de forma não muita rara, as embarcações e, por motivos como esses, o sonho da ponte não é apagado do imaginário de quem depende desta travessia.
Recentemente, no último dia 1º de agosto, foi publicado no Diário Oficial do Estado, o edital que convida empresas interessadas para avaliar os estudos realizados para a estruturação do projeto de construção da ponte. O documento é direcionado à empresas dos setores de infraestrutura, mercado financeiro e de capitais, nacionais ou estrangeiras, e as propostas devem ser encaminhadas até o próximo dia 15 de setembro.
Há pouco mais de 40 anos, os moradores da Ilha passaram por um importante processo de melhoria na área do transporte. A implantação do sistema ferry boat, em dezembro de 1972 resolveu um sério problema que afligia a população. Antes da chegada dos ferries era muito complicado o deslocamento para a capital baiana e, consequentemente, o acesso a serviços essenciais que os nativos não encontravam na região.Fonte/ Aratuoniline

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