sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Dilma confirma Coutinho na presidência do BNDES

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto confirmou, nesta quinta-feira, a permanência de Luciano Coutinho na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). 

Coutinho aceitou o convite da presidente Dilma Rousseff para continuar à frente do BNDES. Ele está no cargo desde maio de 2007.

Antes de Coutinho, a presidente indicou Miriam Belchior para a presidência da Caixa. A presidência do Banco do Brasil, que ficou vaga com a ida de Aldemir Bendine para a Petrobras, está sendo exercida por Alexandre Abreu. Em novembro passado, Bendine foi convidado pela presidente Dilma para assumir o BNDES, mas, em meio à crise na Petrobras, acabou assumindo o comando da estatal após a saída de Graça Foster.

Em palestra a investidores promovida pelo banco JP Morgan, no mês de dezembro, Luciano Coutinho estimou que serão investidos R$ 600 bilhões em infraestrutura entre 2015 e 2018. Mais que o aporte de R$ 457 bilhões realizado no período de 2010 a 2013, conforme destacou, na ocasião, o presidente do BNDES.

Perfil
O economista Luciano Coutinho foi indicado ao comando do BNDES pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para substituir Demian Fiocca. Professor titular do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Luciano Coutinho foi secretário-geral do Ministério da Ciência e Tecnologia entre 1985 e 1988, no governo de José Sarney. 

Antes de entrar no BNDES, atuava como consultor na área de investimentos.

Ex-sócio da LCA Consultores, ele prestou serviço a grandes empresas como a Vale e a Ambev.

Coutinho é graduado pela Universidade de São Paulo, onde também coordenou o programa de pós-graduação, de 1974 a 1979. Em 1980, foi professor visitante na Universidade do Texas. 

Em janeiro de 1994, na Universidade de Paris XIII, também foi professor visitante e palestrante. Coutinho foi consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), do Banco do Nordeste e de governos estaduais. Fonte/O globo


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